Apple usa IA e impressão 3D para criar dobradiça do seu primeiro dobrável
A Apple confirmou que está utilizando inteligência artificial (IA) e impressão 3D na produção da
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A Apple confirmou que está utilizando inteligência artificial (IA) e impressão 3D na produção da dobradiça do seu primeiro telefone dobrável, previsto para ser lançado nos próximos meses. A informação foi divulgada pela própria empresa em comunicado recente, destacando como essas tecnologias estão sendo empregadas para criar uma peça fundamental para o funcionamento do aparelho.
Em vez de usar métodos tradicionais de fabricação, a Apple recorreu à IA para otimizar o design da dobradiça — o mecanismo que permite que a tela dobre sem quebrar. A inteligência artificial analisou milhares de simulações de uso, identificando pontos de tensão e desgaste, e sugeriu ajustes no formato e nos materiais. Depois, a impressão 3D entrou em cena para produzir protótipos e componentes finais com altíssima precisão, peça por peça.
“A dobradiça é um dos componentes mais críticos em um telefone dobrável. Ela precisa suportar dezenas de milhares de aberturas e fechamentos ao longo da vida útil do aparelho”, explicou um porta-voz da Apple. “Com IA e impressão 3D, conseguimos testar variações de design muito mais rápido e fabricar a peça com tolerâncias mínimas, garantindo durabilidade e suavidade no movimento.”
A notícia surge em meio a expectativas de que a Apple lance seu primeiro modelo dobrável ainda em 2025, concorrendo com dispositivos como o Galaxy Z Fold, da Samsung, e o Mate X, da Huawei. Diferentemente dos rivais, a Apple aposta em um design de “dobradiça oculta”, que fica praticamente invisível quando o aparelho está fechado — algo que só foi possível graças ao uso combinado de IA e manufatura aditiva (nome técnico para impressão 3D).
Para quem não é da área, uma analogia simples: pense na dobradiça de uma porta comum. Se ela for mal feita, a porta range, desalinha ou quebra. No celular, o mesmo acontece, mas em uma escala minúscula. A IA ajudou a Apple a projetar uma dobradiça que “aprende” com os movimentos do usuário, ajustando ligeiramente a tensão para evitar desgaste. Já a impressão 3D permitiu criar peças com camadas tão finas quanto um fio de cabelo, impossíveis de serem produzidas por métodos tradicionais de corte e moldagem.
Ainda não há data oficial de lançamento, mas analistas do setor acreditam que o telefone possa ser anunciado entre setembro e outubro de 2025, com preço inicial próximo a US$ 1.800 (cerca de R$ 9.200 na cotação atual). A Apple não comentou valores nem especificações finais.
Mas será que isso realmente fará diferença para o consumidor comum? Afinal, a maioria das pessoas não vai abrir o celular para ver como a dobradiça foi feita. A resposta curta: sim. Uma dobradiça bem projetada significa que o aparelho durará mais, a tela não apresentará rugas prematuras e o movimento de abrir e fechar será suave por anos. Além disso, o uso de IA e impressão 3D pode reduzir custos de produção — e, quem sabe, refletir em preços mais baixos para o consumidor final no futuro.
Enquanto isso, rival Samsung já utiliza técnicas semelhantes em seus dobráveis desde 2022, mas a Apple promete elevar o padrão com um nível de precisão ainda maior. Resta saber se o mercado — e os bolsos dos brasileiros — estão preparados para mais essa inovação.
Você pagaria mais caro por um celular que usa inteligência artificial para ser fabricado? Ou a tecnologia, para você, só importa no resultado final — como a tela e a câmera?
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